CVG-RJ promove palestras sobre empoderamento feminino, assédio e violência contra a mulher

Para celebrar o Dia Internacional da Mulher, o CVG-RJ promoveu, nesta quinta-feira, 12 de março, em sua sede no Centro do Rio, uma manhã de palestras com a diretora executiva da AMMS (Associação das Mulheres do Mercado de Seguros), Márcia Ribeiro, e a professora de gestão de pessoas, compliance e gestão de conflitos em organizações Karina Uchôa, que acaba de se unir à Associação.

“O Clube se sente muito envaidecido pela presença da Karina Uchôa e da Marcia Ribeiro, nessa parceria que hoje se inicia com a AMMS. O CVG-RJ sempre esteve na vanguarda do empoderamento feminino, incentivando e reconhecendo o valor da mulher no mercado. Estamos de portas abertas para vocês”, afirmou o presidente do CVG-RJ, Octávio Perissé. Já o vice-presidente, Enio Miraglia, agradeceu pela presença de todos da plateia.

Os também integrantes da diretoria Sonia Marra, Tatiana Antoniazzi, Wellington Costa e Vinicius Brandão fizeram coro às boas vindas. “A atuação feminina é essencial para o desenvolvimento do setor, ainda que não seja reconhecida como deveria, mesmo nos dias de hoje”, pontuou Sonia.

Iniciando a programação, Karina Uchôa levantou temas extremamente importantes sobre qualidade de vida no trabalho, em especial para as profissionais do gênero feminino, que são as maiores vítimas de práticas como o assédio e a violência contra a mulher, bem como da síndrome de burnout. “São tipos de violência que, muitas vezes, não são tão expostas, mas sim silenciosas”, ela afirmou. Karina contou que, no Brasil, não existe legislação contra o assédio moral. “Na minha opinião, além de desenvolver uma legislação específica, de cima para baixo, essa prática deveria ser criminalizada, tal como aconteceu com o assédio sexual e já vemos como efeito uma maior conscientização em relação ao tema”, diz.

Segundo ela, 80% dos casos de suicídio têm relação com o trabalho, além de 70% dos funcionários públicos estarem em disponibilidade, seja por algum tipo de patologia laboral ou síndromes como a de burnout. “Mas o ambiente corporativo pode ser mais saudável, e a única maneira de fazer isso é conscientizando e prevenindo. Precisamos criar uma rede de apoio, composta inclusive pelos homens”. Entre as soluções apontadas, estão a realização de campanhas preventivas nas empresas, e não apenas punitivas, avaliações internas, criar canais de denúncia que funcionem, investigações em caso de denúncias, ter um código de ética, e promover palestras para difundir informações sobre esses temas.

Dando continuidade, Marcia Ribeiro, diretora executiva da AMMS, falou sobre maneiras de empoderar a mulher nesse mesmo espaço. Ela mostrou como o poder econômico feminino é significativo para o desenvolvimento econômico, enquanto, em contrapartida, os papéis que ocupam dentro das empresas ainda não são correspondentes à sua capacitação. Marcia citou uma pesquisa que aponta que um cenário de igualdade de gênero, com participação plena das mulheres na economia, adicionaria U$ 28 trilhões ao PIB global em 2025. “São as mulheres quem controlam 65% gastos familiares e decidem 70% das compras em todo o mundo. Se temos todo esse potencial econômico, por que ainda não alcançamos os patamares mais altos dentro das empresas?”, questionou a executiva.

Como exemplo prático da conquista de patamares cada vez mais altos, a participação da mulher já vem aumentando nos planos de previdência. “Em um levantamento da Bradesco Seguros publicado na revista Exame, elas já superaram os homens em termos de novas adesões pelo segundo ano consecutivo, tendo aumentado 7,74% de 2019 para 2020, apesar de, na base total de clientes, ainda serem minoria”, citou Marcia, frisando como esse público está muito mais atento à sua independência e sustentabilidade financeira.

A diretora da AMMS também aproveitou para falar sobre os objetivos da Associação, que, entre outros propósitos, busca, justamente, promover o empoderamento feminino dentro do cenário corporativo. Ao final do evento, todas as participantes foram presenteadas com flores.

Sobre o CVG-RJ |

O Clube Vida em Grupo do Rio de Janeiro surgiu há 53 anos com o objetivo de estimular o crescimento dos Seguros de Pessoas no Brasil. Hoje, reúne 26 empresas beneméritas que colaboram  para que o CVG-RJ desenvolva as suas atividades, entre seguradoras, corretoras, consultorias e assessorias de seguro.

Ao todo, são mais de 1.200 associados, que participam de suas atividades. Em cursos de capacitação profissional, foram capacitados milhares de alunos, que hoje desempenham funções importantes nas empresas do mercado.


Foto: O presidente do CVG-RJ, Octávio Perissé; Marcia Ribeiro, diretora executiva da AMMS; Karina Uchôa, professora de gestão de pessoas, compliance e gestão de conflitos em organizações; e Enio Miraglia, VP do CVG-RJ

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