Mossoró é referência em seguros de Riscos de Petróleo

Desde o ano passado, ampliam as oportunidades em poços terrestres - A indústria do petróleo nos Estados do Rio Grande do Norte, Sergipe, Bahia, Espírito Santo, Alagoas e Ceará está crescendo, desde 2019, quando foram realizadas dezenas de concessões de campos maduros, aqueles que, após atingirem o pico de produção, estão em um estado de produção em declínio e se aproximando do fim de suas vidas produtivas, além de aumento da produção terrestre. Antes disso, a região sofreu, anteriormente, economicamente devido aos baixos investimentos, com perda de empregos e receitas.

De acordo com Stênio Max Fernandes de Freitas, gestor da Unidade Rio Grande do Norte da Rede Lojacorr - maior rede de corretoras de seguros independentes do Brasil, localizada em Mossoró, que atende todo o estado potiguar, é nesse nicho de empresas privadas que o mercado segurador está mirando suas prospecções. “Existem vários riscos na exploração do petróleo e gás, não só com o risco na prospecção dos minerais, mas diversos riscos atrelados à operação, tais como os possíveis danos ambientais aos mananciais aquíferos subterrâneos e afluentes terrestres, o cuidado nos descartes dos materiais usados na exploração, o seguro de vida, assistência médica, odontológica, transportes, seguros dos equipamentos, frotas, garantias contratuais e a imensa cadeia de Responsabilidade Civil, além de todo o restante do ecossistema envolvido nesse processo”, explica, ressaltando que várias seguradoras estão voltando a atenção para esse setor e podem ser contratadas várias coberturas para esse tipo de operação. Inclusive, nos dois últimos meses, na operação das sondas e plataformas de petróleo, estão sendo feitos testes para a Covid-19 de quem embarca e desembarca, além de desinfecção completa, se alguém testar positivo na sonda e na operação.

Na cidade de Mossoró/RN está situada a matriz da EBS – Empresa Brasileira de Serviço e Perfurações Ltda., segurada pela Nossa Broker Administradora e Corretora de Seguros, da Unidade Rio Grande do Norte, com filiais em mais três estados: Sergipe, Bahia e Espírito Santo. É especializada em poços para a produção de óleo, gás, sal mineral e água subterrânea, realizando os serviços de Perfuração, Completação, Limpeza, Re-completação; Restauração, Abandono e Cimentação de Poços profundos. Dispõe de 38 sondas, sendo 36 terrestres e duas em mar, além de uma frota de mais de 400 veículos e um Jato Executivo. Atualmente, a EBS já contabiliza em seus quadros mais de 800 funcionários diretos. “A empresa tem um plano estratégico de crescimento e mantém praticamente todas as suas operações seguradas, garantindo assim um lastro e uma gama de prevenção para garantir a tranquilidade e segurança dos seus sócios, colaboradores, fornecedores e clientes”, diz.

Pouco difundido no mercado segurador, os seguros de Riscos de Petróleo estão enquadrados pela maioria dos seguradores e resseguradores na categoria de Grandes Riscos e Energy/ Builder Risks (riscos do construtor). A contratação desse tipo de seguro se destina a garantir cobertura para os riscos securitários em empresas que atuam na exploração e prospecção de petróleo e gás natural, tanto em terra (on shore), por meio de sondas terrestres, que envolvem um conglomerado de equipamentos, como no mar (off shore), através de plataformas modernas e de navios sondas, em que o Brasil é detentor de uma das melhores e mais avançadas tecnologias do mundo, principalmente no pré-sal.

Stênio Max Fernandes de Freitas afirma que as explorações de reservas em mar ainda são muito restritas a brokers de resseguros e a corretoras especializadas, pois são poucas empresas que exploram esse nicho, além da própria Petrobrás. Entretanto, há novidades na exploração em terra. Desde a descoberta do pré-sal, a estatal praticamente terceirizou a exploração dos poços terrestres.

Em 2017, o BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento – fez um estudo minucioso atestando a viabilidade bem como sinalizando que a iniciativa privada, com custos mais baixos e mais eficiência, poderia não só manter, como ampliar e estimular a produção dos campos maduros.

Esse tipo de seguro começou a ter notoriedade pública no Brasil em 2001, com o maior acidente no setor já registrado no País, que culminou no naufrágio da plataforma P-36, de propriedade da Petrobrás, localizada na Bacia de Campos, no Rio de Janeiro. “A perda foi total da plataforma, no valor de 350 milhões de dólares e 11 vidas foram ceifadas naquele sinistro. Estima-se que a estatal recebeu algo em torno de US$ 500 milhões em indenizações. Isso marcou também na história do setor segurador e petrolífero, elevando em mais de 450% o custo da renovação dos seguros da estatal para o ano seguinte, gerando um prêmio de US$ 48,8 milhões. Esse seguro foi renovado por um consórcio de seguradoras em 2002, liderado pela Bradesco Seguros (líder com 40% do total, Itaú Seguros (30%), Unibanco Seguros (12%), Tokio Marine (8%), AGF (8% e Generali (2%)”, conta.

O gestor explica que, por exigência das leis brasileiras, há uma determinação que o seguro seja contratado através de seguradoras nacionais. “Mas, naquele caso, elas assumiram um risco em torno de 1% do total, sendo que 99,02% foi assumido por empresas de resseguros internacionais. O mesmo consórcio foi vencedor da apólice sinistrada em 2001 e recebeu US$ 7,5 milhões para segurar os bens da estatal”, acrescenta.

Sobre a Rede Lojacorr: A Lojacorr é a maior Rede de Corretoras de Seguros Independentes do Brasil. Por meio do seu modelo de negócios disruptivo, realiza a intermediação entre corretoras de seguros e as seguradoras, disponibilizando suporte operacional, comercial e estratégico. Fundada em 1996, a empresa se dedica para oferecer as melhores soluções em distribuição de seguros e produtos financeiros às corretoras e clientes. Presente em 22 estados e no Distrito Federal, por meio de 55 Unidades de Negócios, as 360 mil apólices ativas, foram comercializadas por 3.330 profissionais de seguros, que atuam em mais de 3600 municípios. Tendo como sede administrativa, Curitiba (PR) e sede comercial em São Paulo (SP), a Rede Lojacorr conta também com 220 colaboradores. A Rede Lojacorr está entre as empresas emergentes do Sul e é certificada pelo Great Place to Work.


Foto: Stênio Max Fernandes de Freitas, gestor da Unidade Rio Grande do Norte da Rede Lojacorr

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