Fintechs e a necessidade de proteção de dados na crise

(*) Por Ana Albuquerque - Acompanhando a tendência de expansão da transformação digital que já ocorre há alguns anos em empresas no Brasil, o setor de serviços financeiros é um dos que mais se beneficiam deste cenário. Nos últimos 10 anos, as startups financeiras, ou simplesmente fintechs, reinventaram o modo como as pessoas se relacionam com dinheiro, seja ele físico ou virtual.

O número de pessoas que fazem uso de serviços financeiros digitais mais do que dobrou entre 2017 e 2019, passando de 25% para 55%, segundo pesquisa realizada pela MindMiners. Algumas fintechs estão entre as empresas financeiras mais populares do país, e inovações como essas estão cada vez acessíveis ao consumidor final, trazendo consigo um aumento exponencial da quantidade de dados sigilosos que circulam na internet todos os dias.

O uso de serviços online se intensificou com a pandemia da COVID-19. No primeiro trimestre de 2020, as tentativas de golpes de ransomware, que se caracterizam pelo sequestro de dados de dispositivos, aumentaram em mais de 350% no Brasil, segundo a Kaspersky, empresa de softwares de segurança para a Internet. E as instituições financeiras são um dos principais alvos dos criminosos pela natureza dos dados que possuem.