Coronavirus e o mercado de seguros

Rating de Seguros – Comentário Econômico n∘ 706


Prezados Senhores,

As contas não foram fechadas, pois a epidemia continua.

De qualquer forma, algumas informações sobre o coronavirus e o mercado de seguros estão registradas no texto “Covid-19: Learn from history to address the current outbreak”.


Ver...


https://www.iii.org/insuranceindustryblog/covid-19-learn-from-history-to-address-the-current-outbreak/


As conclusões:


·Até agora, essa epidemia já matou quase quatro vezes mais, quando comparada ao números do SARS em 2003.

·A taxa de mortalidade estimada do coronavirus é de 2%, mas se acredita que muita gente foi infectada e as estatísticas oficiais não mostram. Ou seja, a taxa seria menor e as infecções seriam maiores.

·Não há vacina para o coronavirus, e os especialistas acham que pode levar um ano ou mais para ela chegar ao consumidor final.

·Há quase 100 anos, o vírus da gripe de 1918 (a famosa “gripe espanhola”, logo após a 1ª Guerra Mundial) tinha uma taxa de mortalidade estimada em cerca de 2% (um número similar ao dado oficial do coronavirus). Mas, como, naquela época, um terço da população mundial foi infectada, a morte chegou a milhões.

·De forma direta, na área de seguros, dois efeitos serão claros. Primeiro, possivelmente o principal, na área de saúde. Esse fato não estava inserido nas taxas, os custos das seguradoras irão aumentar. Um segundo segmento seria em seguro de vida, mas isso dependerá de quais faixas etárias serão as mais afetadas. Em outras áreas de seguros, porém, talvez aconteça um efeito inverso, pois, com a diminuição no fluxo de pessoas, haverá, por exemplo, menores taxas de sinistros de automóvel.

·De forma indireta, o setor de seguros será atingido pela menor produção e queda no PIB nos países. As expectativas de crescimento nesse ano (e talvez do próximo) já começarão a ser ajustadas.


Um último registro. A gripe espanhola teve três fases. A primeira fase foi no 2º trimestre de 2018, com alta taxa de infecção, mas com taxa de mortalidade mais baixa. A segunda fase ocorreu no 3º trimestre de 1918 até o final desse ano. Nessa fase, a infecção se acelerou, além da própria taxa de mortalidade. Esse foi o pior período. A última fase, no início de 1919, foi menos infecciosa e menos mortal do que nas fases anteriores.


Cordialmente,


Francisco Galiza.

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Foto: By Dr. Steven Weisbart, CLU


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