CCS-RJ realiza a primeira de uma série de lives para debater a Assistência 24 horas

De acordo com o presidente do SindSeg – RJ-ES, Antonio Carlos de Melo Costa, a Fenacor criou um Grupo de Trabalho, com o SindSeg RJ-ES, FenSeg e demais SindSegs e Sincors para analisar os problemas do serviço oferecido pelas seguradoras dos segmentos de AUTO e residencial. A meta é estabilizar o serviço em 60 dias.

O presidente do Clube dos Corretores de Seguros do Rio de Janeiro (CCS-RJ), Luiz Mário Rutowitsch, anunciou que a live “Assistência 24 horas” é a primeira de uma série de encontros para buscar soluções para o serviço, terceirizado pelas seguradoras, que apresenta hoje grande número de reclamações dos segurados.

“O Clube se prontificou a participar deste movimento para tentar resolver os problemas da Assistência 24h. Essa faz parte de uma série de lives para dar espaço para os corretores ajudarem a encontrar soluções. Vamos nos mobilizar para criar um grupo para conversarmos com a FenSeg e juntos podermos estabilizar o serviço no Rio de Janeiro”, pontua Rutowitsch, durante o encontro virtual do dia 10 de março, em que fez apresentação e intermediação da live.

SindSeg RJ-ES - O presidente do SindSeg – RJ-ES, Antonio Carlos de Melo Costa, informou que, a pedido da Fenacor, um Grupo de Trabalho foi criado com a participação da Fenseg, SindSegs e Sincors, para solução deste grande problema. “É um problema complexo e de abrangência nacional, que envolve seguradores e prestadores de serviços e que os consumidores estão sofrendo. Mas estamos otimistas que em, no máximo, 60 dias daremos normalidade ao serviço que mudou a história do seguro de automóvel e de residência no Brasil”, destacou, Costa, que anunciou, de acordo com a proposta levantada pelo diretor comercial RJ/ES e Regiões N/NE da Porto Seguro, Marco Antônio da Silva, a criação de um GT com seguradores e corretores de seguros do mercado fluminense para agilizar a estabilização do serviço no Rio de Janeiro.

“A contribuição dos corretores é fundamental para fazer um mapeamento nacional e direcionar todos os nossos esforços para tirar essa agonia do consumidor”, enfatizou o presidente do SinSeg – RJ/ES.

Segundo relato minucioso feito por Antônio Carlos de Melo Costa, a pandemia paralisou por um longo período os serviços de assistência 24 horas. Em função disso, diversos prestadores venderam os seus guinchos para comprar ou transformá-los em caminhões de entrega para dar vazão ao grande movimento de entrega provocado pelo e-commerce. “Eles se apresentavam para fazer parte da logística da entrega dos produtos comercializados via internet para repor as finanças degradadas pela ruptura dos serviços de assistência 24 horas durante a pandemia”, explicou, acrescentando.

“_ Agora, precisamos contratar novos profissionais e, principalmente, treinar esta mão de obra que está sendo totalmente substituída em função dos prestadores da assistência 24 horas terem abandonado este segmento”, explicou o líder das seguradoras RJ-ES.

Porto Seguro - Marco Antônio da Silva disse que encontros entre seguradores e corretores, como este promovido pelo CCS-RJ, são importantes para que o mercado possa se manter aquecido, em pleno desenvolvimento e numa linha de soluções. Ele ainda contou como a Porto Seguro trabalhou internamente a questão do prestador da Assistência 24 horas, que sofreu muito economicamente com a pandemia e a baixa da demanda:

“A Porto Seguro age de forma exclusiva com o prestador. Quando houve a baixa da demanda provocada pela pandemia, adiantamos a média de quanto o prestador contabilizava por mês para se manter. Temos encontros com os prestadores com todo quadro de diretores para podermos juntos trazer soluções que ampare os problemas reais dos clientes. A Porto sempre coloca o cliente como o centro das soluções e mantém vivo o relacionamento com o cliente e o corretor. Estamos sempre buscando soluções de melhoria”.

AECOR- RJ - O diretor da AECOR-RJ, Jayme Torres, disse que a ideia da live não foi resolver o problema, mas apresentar caminhos para soluções. “Precisamos de um choque de ordem de forma emergencial. Acredito que precisamos de uma alternativa urgente até que o problema seja resolvido. Mas já demos o primeiro passo para estreitar a busca por soluções porque estamos realmente no mesmo barco”, salientou Torres.

Torres apresentou como sugestão aos participantes a contratação de aplicativos de empresas prestadoras de serviços de guincho para provisoriamente cumprir a tarefa enquanto a mão de obra da assistência 24 horas está sendo reposta e treinada.

Em 23 de dezembro de 2021, em entrevista à mídia de seguro, às vésperas das festas de final de ano, quando cresce a procura pelos serviços de assistência, o diretor da AECOR-RJ, manifestou a preocupação dos corretores, “que vinham enfrentando muitas dificuldades no atendimento aos segurados de automóvel”, explicou.

Entre os entraves, o dirigente citou “as complicações já na chamada telefônica, que demora mais de meia hora entre o atendimento e a conclusão do protocolo. E prossegue com a lentidão da chegada do reboque, e do táxi", alertou Torres na ocasião.

Segundo Jayme Torres, as reclamações recaem sobre todas as principais seguradoras, "que possuem grande carteira de seguro de automóvel, sem exceção. Um problema que vem ocorrendo há tempos! A sensação que passa é que os prestadores de serviços não possuem interesse em atender os clientes das seguradoras”, concluiu.

Assista a live completa no canal do CCS-RJ no YouTube: Live - Assistência - Solução ou Problema? - YouTube.


Sobre o CCS-RJ |


Fundado em 1980, o Clube dos Corretores de Seguros do Rio de Janeiro busca estimular encontros e debates para o desenvolvimento do setor e da categoria. A entidade promove a articulação estratégica e contínua com todos os integrantes do sistema nacional de seguros privados. http://ccsrj.com.br/


Da esquerda para direita, presidente do CCC-RJ, Luiz Mário Rutowitsch; diretor Financeiro do CCS-RJ, Marco Aurélio Marques; presidente do SindSeg – RJ-ES, Antonio Carlos de Melo Costa; diretor comercial RJ/ES e Regiões N/NE da Porto Seguro, Marco Antônio da Silva; o diretor da AECOR-RJ, Jayme Torres | Foto: Divulgação