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Aniversário do CVG-RJ: as duas fases da reforma da Previdência

01/07/2019

Completando 53 anos nesta sexta-feira, 28 de junho, o CVG-RJ realizou, em parceria com a Escola Nacional de Seguros e patrocínio da Bradesco Seguros, uma importante palestra sobre os impactos da reforma da Previdência para o setor. “Se aprovada, será estabelecido de fato um limite para o INSS: todos saberão quanto vão receber. Ela também vai despertar a população para a necessidade do planejamento de longo prazo, além de criar um novo mercado pra benefícios previdenciários”, defendeu o presidente da FenaPrevi, Jorge Nasser, convidado especial do evento.

Nasser defendeu a necessidade da reforma, expondo as causas conjunturais, administrativas e estruturais do déficit da Previdência, que chegará a R$ 309 bilhões já no final deste ano, segundo previsões do Estado. Entre elas, estão a alta carga tributária brasileira; o desemprego de 13 milhões de pessoas e informalidade de mais 40 milhões; a possibilidade de acúmulo de até seis benefícios por uma só pessoa; e discrepâncias entre valores de aposentadorias como a do Legislativo, com média de R$ 27 mil em 2017, e a do INSS, de R$ 1.200.

O executivo explicou aos presentes que a PEC em discussão no governo diz respeito à reforma paramétrica, ou seja, que altera o modelo atual da Previdência Social. Nesse sentido, ele afirma que todas as ações semelhantes já realizadas no mundo envolveram o aumento da a contribuição e da idade mínima para aposentadoria, bem como a diminuição do benefício. “Não tem como fugir disso”, disse.

Já a segunda etapa, relatou o presidente da FenaPrevi, se refere à “Nova Previdência, para trabalhadores nascidos a partir de 2005, que estarão entrando no mercado daqui a dois anos”. O modelo proposto pela Federação em conjunto com a CNseg, Abrapp, ICSS e Fipe prevê quatro pilares de remuneração.

“A primeira propõe a Renda Básica ao Idoso, garantindo benefício de R$ 550 para todo cidadão com 65 anos ou mais. A segunda, com piso de R$ 550 e teto de R$ 1.650, será válida para quem ganha até R$ 2.200 e contribuição mínima de 40 anos, benefício financiado pela empresa e pelo trabalhador”, enumera Nasser.

O terceiro pilar, para salários acima de R$ 2.200, prevê, além desse teto de benefício, seguro facultativo de morte e invalidez e renda complementar composta por recursos do FGTS do próprio trabalhador. “Não há dinheiro novo para injetar no sistema, então propomos a utilização de 30% do Fundo, acima do teto do salário desemprego, em uma conta capitalizada individual de aposentadoria. O montante, que ficaria parado, passa a ter melhor remuneração por se tornar um fundo de investimento, sendo administrado pelo beneficiário. Aos 65 anos, ele tem direito a receber”, explica.

Por fim, o quarto pilar é o da contratação voluntária da Previdência Privada, para quem puder e quiser receber mais durante a aposentadoria. “É importante destacar que os R$ 2.200 já repõem a renda de 75% dos trabalhadores brasileiros. O teto hoje é R$ 5.864, mas a média de pagamentos fica em R$ 1.200. O que muda é que você passa a fazer a gestão do seu futuro”, conclui o executivo, que recebeu uma homenagem do CVG-RJ pela participação no evento.

O presidente do Clube, Carlos Ivo Gonçalves, também aproveitou para agradecer à diretoria executiva, aos conselheiros e assessores da instituição. “Chegamos ao final de um trabalho árduo e vigoroso dessa diretoria executiva. Apesar das dificuldades econômicas encontradas no nosso estado, conseguimos, com a ajuda desses parceiros, realizações importantes. Também não posso deixar de registrar todo o apoio das empresas beneméritas”, discursou. Quem conduziu a cerimônia foi a vice-presidente do CVG-RJ, Leila Nogueira.

Missa – Fechando a celebração dos 53 anos do CVG-RJ, a tradicional missa de ação de graças foi celebrada na Igreja de Nossa Senhora Mãe dos Homens, no Centro do Rio de Janeiro. “Um momento de reflexão e agradecimento pelas metas e graças alcançadas”, disse o presidente Carlos Ivo Gonçalves.

As comemorações reuniram diversas lideranças do mercado, entre as quais: os presidentes dos CVGs do Espírito Santo, Antonio Santa Catarina; Rio Grande do Sul, Andréa Araújo, e da Bahia, Patrícia Jacobucci; o presidente do CCS-RJ, Fabio Izoton, o presidente do IBRACOR, Gumercindo Rocha Filho; o vice-presidente do Conselho Consultivo da Mongeral Aegon, Marco Antônio Gonçalves. Além do presidente do Conselho do CVG-RJ, Ênio Miraglia, e os conselheiros Octavio Perissé, Marcello Hollanda e Danilo Sobreira.

Sobre o CVG-RJ |

O Clube Vida em Grupo do Rio de Janeiro surgiu há 52 anos com o objetivo de estimular o crescimento dos Seguros de Pessoas no Brasil. Hoje, o Clube reúne 26 empresas beneméritas (são empresas do mercado, que colaboram  para que o CVG-RJ desenvolva as suas atividades), entre seguradoras, corretoras, consultorias e assessorias de seguro. Ao todo, são mais de 700 associados, que participam de suas atividades. Nos cursos de capacitação profissional, foram capacitados milhares de alunos, que hoje desempenham funções importantes nas empresas do mercado. A diretoria 2017/2019 é composta por Carlos Ivo Gonçalves, presidente; Leila Nogueira, vice-presidente e primeira mulher a assumir um cargo de direção na entidade; Delmar Pereira, diretor tesoureiro; e Alexandre Henry, diretor social.

 

 

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