Estrangeiras oferecem soluções diferenciadas
"É possível assumir, inclusive, os riscos das carteiras atuais das seguradoras, para que essas empresas possam direcionar o seu foco para novos produtos e nichos", assegura.
Segundo ele, nos ramos vida e previdência privada, mais especificamente, o apoio dos players internacionais pode, inclusive, permitir o acesso a dados estatísticos colhidos ao redor do mundo, que são "de grande valia" para o mercado doméstico.
Na visão de Ronald Kaufmann, os números apresentados pelo mercado brasileiro nesses dois ramos são "impressionantes", a começar pela receita apurada, que somou mais de R$ 52 bilhões em 2009.
"A tendência de crescimento vem sendo mantida há alguns anos, o que indica que já há capacidade de poupança do consumidor brasileiro", comenta o executivo, que participou da 2ª Conferência Brasileira Anual de Resseguros, realizada no Copacabana Palace, Rio de Janeiro, no final da semana passada.
Outros pontos favoráveis ao Brasil são os indicadores econômicos, que apontam crescimento econômico de 5% nos próximos anos e o fato da penetração dos seguros de Vida ser ainda muito baixa, em torno de 1%. "Em vinte anos, o Brasil será a 5ª economia do mundo. Então, há muito espaço para crescer no ramo Vida", observa o executivo da Scor.
A mudança drástica na pirâmide social, com o aumento da faixa da população com mais de 60 anos também foi destacada por Ronaldo Kaufmann, para quem a longevidade traz um novo cenário e novas oportunidades.
Ele prevê também que o crescimento provocará uma natural renovação de produtos e serviços, favorecendo o consumidor.
Também nesse aspecto, os resseguradores estão prontos para ajudar as seguradoras brasileiras.
"A Scor investiu no desenvolvimento de uma ferramenta capaz de otimizar as vendas: o Tele-underwriting (subscrição por telefone), também chamado Telemed. Uma pesquisa séria, conduzida pelo nosso diretor, Christian Mainguy, criou esta ferramenta pioneira no mundo, que facilita e agiliza a adesão dos consumidores. A Scor também possui uma empresa, a Remark, que cria mecanismos para ampliar o grau de penetração dos produtos nas bases de clientes das seguradoras", conclui o executivo.(Fonte: Jornal do Commércio/RJ)