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Governo quer transferir controle do IRB para o BB

Mas a intenção é comprar a totalidade das ações ordinárias, atualmente de propriedade da União Federal.
Ainda sem prazo para ser concluída, a transferência de todo o capital votante para o banco estatal será o primeiro passo para privatização do antigo Instituto de Resseguros do Brasil, pelo menos sob o ponto de vista formal. Isso porque, uma vez de posse das ações, o Banco do Brasil pretende vender 51% - ou pelo menos 50% mais uma ação - a um futuro sócio privado nesse negócio e, assim, desonerar a resseguradora das amarras legais impostas ao setor público e as empresas formalmente por ele controladas. O modelo pretendido é o mesmo já adotado para outras empresas do BB na área de seguridade, nas quais o banco não detém o controle formal, mas efetivamente participa de forma decisiva da gestão.
A parceria mais provável do Banco do Brasil no IRB é com a Mapfre. Afinal, a seguradora de controle espanhol foi a escolhida pelo banco estatal para ser sua nova sócia na seguradora de automóveis BrasilVeículos, no lugar da SulAmérica, em reestruturação anunciada recentemente. Além de ser parceiro da Nossa Caixa (banco adquirido pelo BB do Estado de São Paulo) em outros ramos de seguro, o grupo Mapfre é o mais provável futuro sócio do Banco do Brasil no IRB porque já atua com resseguros tanto no mercado brasileiro quanto no exterior.
O Banco do Brasil, por sua vez, acha que entrar no resseguro é algo estratégico para seu crescimento na área de seguridade. Nesse sentido, as negociações já iniciadas com o Ministério da Fazenda também são parte do processo de reestruturação em curso e que começou pela mudança na composição acionária da BrasilVeículos.
Uma das diretrizes desse processo é redução do número de sócios no conjunto dos negócios com seguros, previdência e capitalização. E isso será mais um ponto a favor da Mapfre, se ela for mesmo candidata a ficar com metade mais um das ações que o BB está tentando comprar da União.
O BB avalia ainda que não pode ficar de fora do mercado de resseguros, porque dois dos seus principais concorrentes, Bradesdo e Itaú, já participam indiretamente, como acionistas preferenciais, do capital do IRB Brasil Resseguros. As ações sem direito a voto representam metade do capital total da empresa e estão nas mãos de diversas seguradoras.
O IRB-Brasil Re é o maior grupo ressegurador da América Latina, com R$ 10,4 bilhões em ativos, R$ 1,8 bilhão em prêmios emitidos e R$ 940 milhões em prêmios retidos, posição de julho de 2009. Com 571 funcionários, a resseguradora contabilizou, em julho de 2009, patrimônio líquido R$ 1,9 bilhão, provisões técnicas líquidas de R$ 3,3 bilhões, sinistros retidos de R$ 834 milhões e lucro por ação de R$ 81,96.
A operação em negociação com o Ministério da Fazenda dependerá, formalmente, também de aprovação pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), orgão regulador da área de seguros. A entrada do Banco do Brasil no resseguro garante continuidade da influência do governo nesse setor, cujo monopólio legal, que era do IRB, foi quebrado pela Lei Complementar 126, no início de 2007.
O IRB informou que não vai se pronunciar, nem divulgar qualquer comunicado, sobre as negociações com o Banco do Brasil. A empresa alega que, como o caso envolve "interesse dos demais acionistas", quem deve se pronunciar sobre o assunto é o Ministério da Fazenda.(Fonte: Valor Econômico)

 
 
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Agência Seg-News

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