Prêmios de resseguros do IRB crescem 12%
Os números, que serão oficialmente divulgados no fim do mês, foram adiantados ontem pelo gerente de estratégia da empresa, Sebastião Pena, durante seminário promovido pelo International Business Communications (IBC), em São Paulo.
O lucro líquido do IRB-Re no semestre somou R$ 149 milhões para R$ 1,548 bilhão em prêmios emitidos. Somente apólices de resseguro (uma espécie de seguro do seguro) para cobrir grandes riscos de projetos agrícolas e seguro garantia representaram um salto de 190,2% e 152,9%, respectivamente.
De acordo com Pena, o resultado se deve, principalmente, à estratégia de reter contratos antigos no novo mercado, que passou a operar abertamente em abril. "Para garantir resultados positivos, a política de renovação de contratos e gestão de risco foi reestruturada com foco na adequação da capacidade técnica de retenção", afirmou o executivo.
No segundo dia do seminário, especialistas da Marsh e Harmonia e do escritório de advocacia Pellon & Associados e do setor de resseguros vão discutir o papel do corretor de seguros no novo mercado, questões contratuais para cobertura de grandes riscos e a experiência de outros países.
Retrocessão de riscos - Ontem, a Superintendência de Seguros Privados (Susep), órgão governamental que regula o mercado de seguros e resseguros, estendeu para 31 de dezembro o prazo concedido ao IRB-Re para fazer a retrocessão de riscos no mercado internacional de resseguros.
A data original para que o instituto fosse autorizado a repassar riscos internos para resseguradores ainda sem permissão para atuar no País terminaria nesta sexta-feira, quando o novo mercado completará seis meses de operação. A retrocessão é uma operação em que uma resseguradora cede riscos, informações e parte do prêmio de seguro para outra ressegurador.
O problema é que, além do IRB-Re, apenas duas resseguradoras podem atuar no mercado local de resseguros, Munich Re e JMalucelli. O executivo do IRB-Re, Sebastião Pena, afirmou que faz parte da estratégia da empresa reduzir sua capacidade de retrocessão. "A tendência é continuar operando com maior participação relativa nos negócios e reduzir o volume de retrocessão, que atualmente é de 50%", diz Pena.(Fonte: Gazeta Mercantil)